Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump tiveram um breve encontro na noite de terça-feira (16), durante um evento social realizado paralelamente à cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França. Segundo o relato de Igor Gadelha, colunista do portal Metrópoles, o cumprimento ocorreu após um concerto promovido pelo presidente francês, Emmanuel Macron, reunindo chefes de Estado e de governo que participam do encontro internacional.
Segundo integrantes da comitiva brasileira, o momento não foi registrado por fotógrafos ou equipes de filmagem presentes no local. Após o concerto, os dois líderes seguiram para um jantar de gala oferecido por Macron aos participantes da cúpula.
O encontro aconteceu horas depois de uma situação que havia chamado atenção durante a tradicional fotografia oficial do evento. Na chamada “foto de família”, Lula e Trump chegaram a permanecer próximos durante a organização do registro, mas não interagiram naquele momento.
A aproximação entre os presidentes ocorreu apenas mais tarde, durante a programação social organizada pela Presidência da França.
Contato sem agenda bilateral
Apesar do cumprimento, integrantes do Palácio do Planalto afirmaram que não houve qualquer negociação para a realização de uma reunião bilateral entre Lula e Trump durante a cúpula.
De acordo com assessores do governo brasileiro, não partiu nem de Brasília nem de Washington qualquer pedido formal para um encontro reservado entre os dois chefes de Estado.
A avaliação no entorno de Lula é que, neste momento, não existe uma demanda específica que justifique uma nova conversa oficial entre os presidentes.
O entendimento do governo brasileiro é que os canais diplomáticos já estabelecidos entre os dois países seguem funcionando normalmente, dispensando a necessidade de uma reunião paralela durante o encontro na França.
Grupo de trabalho segue em atividade
Auxiliares do presidente brasileiro destacam que os temas bilaterais continuam sendo discutidos por um grupo de trabalho criado após a visita de Lula à Casa Branca, realizada em maio.
Segundo integrantes do governo, esse mecanismo ainda está em fase de desenvolvimento e mantém as conversas entre os dois países em andamento.
Por essa razão, não há previsão de uma nova reunião formal entre Lula e Trump no contexto da atual cúpula do G7.
A interlocução entre os governos permanece concentrada nesse canal diplomático e técnico, responsável por acompanhar os assuntos de interesse comum entre Brasil e Estados Unidos.
Agenda internacional
A participação de Lula no encontro ocorre em meio a uma intensa agenda de debates internacionais. Embora o Brasil não integre o grupo das sete maiores economias industrializadas do mundo, o país participa como convidado das discussões promovidas pelos líderes presentes na reunião.
A cúpula reúne representantes das principais potências econômicas globais, além de países convidados e organismos internacionais, para tratar de temas como economia mundial, segurança, conflitos internacionais, comércio, transição energética e cooperação global.

