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InícioCampos dos GoytacazesComissão da Política de Alfabetização avança no debate para melhoria do ensino

Comissão da Política de Alfabetização avança no debate para melhoria do ensino

A Comissão da Política de Alfabetização do município de Campos dos Goytacazes, elaborada pela Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), realizou a segunda reunião com os membros do colegiado, de forma presencial, promovendo um espaço de diálogo e reflexão sobre ações voltadas ao fortalecimento da alfabetização na rede municipal de ensino. O encontro aconteceu na semana passada na sede da Seduct.

Encarregada de elaborar a Política Municipal de Alfabetização de Campos, a comissão foi criada por meio da Portaria Seduct nº 251/2025, e publicada no Diário Oficial no dia 30 de dezembro. A medida instituiu um processo técnico e participativo, com o objetivo de orientar ações de alfabetização em toda a rede municipal, em alinhamento com normas e metas nacionais.

O grupo deve coordenar a redação do documento orientador, mapear o cenário local da alfabetização e propor metas e indicadores de acompanhamento. Entre suas atribuições estão a realização de diagnósticos sobre práticas na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e na Educação Especial, a promoção de encontros com a comunidade escolar e a sistematização de propostas que possam ser submetidas à aprovação da Secretaria.

A subsecretária de Ensino, Célia Maria Ferreira; a diretora pedagógica, Viviane Terra; a gerente do Ensino Fundamental, Jossana Bartolazzi, representantes das gerências responsáveis pelo Ensino Fundamental, Educação Infantil, Educação Especial Inclusiva, Coordenação de Diversidade, além de coordenadores e diretoras de escolas, integram a comissão.

A supervisora de Creche da Educação Infantil, Kátia Vargas, afirmou que o grupo destacou a importância do estudo da obra Alfaletrar, de Magda Soares, que defende a integração entre alfabetização e letramento, garantindo que os estudantes desenvolvam tanto o domínio da escrita quanto o uso social da leitura e da linguagem escrita.

Também foi discutida a necessidade de selecionar profissionais qualificados para atuar nas turmas de alfabetização, considerando formação específica e conhecimentos teórico-metodológicos adequados para assegurar um processo de ensino eficiente.

“Outro aspecto relevante foi o compromisso com uma educação inclusiva, baseada em práticas pedagógicas que respeitem a diversidade dos estudantes e promovam equidade, acessibilidade e oportunidades de aprendizagem para todos. Por fim, reforçou-se a importância da atuação articulada entre gestores, coordenadores pedagógicos e professores para consolidar práticas alfabetizadoras de qualidade, garantindo inclusão e aprendizagem significativa aos estudantes da rede municipal”, explicou Kátia.

O gerente de Diversidade e Inclusão, Diego Henrique, destacou que a gestão municipal de Campos acerta em trazer o diálogo com os principais pensadores da educação para fundamentar e dar a pensar o processo educacional e, em especial, o de ensino-aprendizagem no cotidiano das escolas e o processo de alfabetização e letramento.

“Os fundamentos epistemológicos discutidos nesta reunião permitiram pensar múltiplos “pontos de partida” para esse processo, desde a neurociência, psicologia do desenvolvimento, construtivismo, interacionismo, letramento, antropologia das infâncias etc. Essa pluralidade se compreendeu necessária, pois reflete-se na diversidade territorial, ambiental e étnico-racial dos sujeitos da educação”, afirmou.

Ana Beatriz Nogueira Manhães Maravilha, professora do 1° ano do Ensino Fundamental, aprovou a proposta. “Esse é um importante espaço de diálogo, reflexão e construção coletiva em prol da educação pública. Discutimos as demandas e necessidades da nossa rede de ensino, com atenção especial aos desafios da alfabetização e do letramento. Inspirados pelos estudos de Magda Soares, reforçamos a importância de uma alfabetização com significado, que vá além da decodificação das palavras e possibilite às crianças o uso da leitura e da escrita em práticas reais de comunicação e participação social. Como professora alfabetizadora da rede, considero esses momentos fundamentais para fortalecer o trabalho pedagógico, compartilhar experiências e construir caminhos que garantam uma aprendizagem mais significativa e de qualidade, garantindo direitos para todos os nossos estudantes”, disse.

Coordenadora de Alfabetização, Viviane Pereira acrescentou que se trata de um momento muito importante de reflexão e construção coletiva. “Esses encontros são essenciais para fortalecer as práticas pedagógicas e contribuir para uma aprendizagem mais significativa. Durante as discussões, a maioria dos participantes destacou a relevância dos estudos de Magda Soares, que defendem uma alfabetização integrada ao letramento, possibilitando que as crianças aprendam a ler e escrever de forma contextualizada e com significado. Esse olhar reforça nosso compromisso com uma educação pública de qualidade, que garanta o direito à aprendizagem de todos os estudantes”, comentou.

Thatiana Barbosa, professora da rede e atual gestora da Escola Wilson Batista, concordou. “É essencial promovermos a construção de políticas educacionais que atendam à realidade de uma rede de ensino ampla e marcada pela diversidade territorial. Precisamos considerar as especificidades de cada contexto escolar, garantindo equidade no acesso à aprendizagem. Esses momentos de encontro e diálogo são importantes para a troca de experiências e fortalecimento na construção de caminhos que irão nortear o trabalho para uma educação de qualidade”.

Pedagoga da rede e supervisora de Acompanhamento Educacional Especializado, Danielle Muguet finalizou: “Essa é uma importante oportunidade de contribuir para a construção de políticas educacionais fundamentadas em evidências, no diagnóstico da rede e no planejamento estratégico das ações pedagógicas. As discussões evidenciam a relevância de uma abordagem sistêmica, articulando metas, indicadores e práticas que promovam a aprendizagem com equidade. Na condição de representante da Educação Especial, compreendo que o processo de alfabetização deve ser pensado à luz dos princípios da educação inclusiva, assegurando acessibilidade, participação e desenvolvimento para todos os estudantes”.