Become a member

Get the best offers and updates relating to Liberty Case News.

― Advertisement ―

spot_img

Roubo em Campus Universitário Termina em Prisão e Agressão

Um caso de roubo de bicicleta ocorreu em frente à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), localizada no Maracanã, Zona Norte do...
InícioCampos dos GoytacazesManhã Cultural pela Luta Antimanicomial com integração de usuários da Saúde Mental

Manhã Cultural pela Luta Antimanicomial com integração de usuários da Saúde Mental

A Gerência de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde promoveu, nesta quinta-feira (28), a “Manhã Cultural pela Luta Antimanicomial”, realizada na Praça Barão do Rio Branco (Jardim do Liceu). A ação reuniu usuários e profissionais dos serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em um momento de integração, conscientização e valorização da inclusão social das pessoas em acompanhamento na rede de saúde mental do município.

Durante a programação, foram expostos cartazes, peças de artesanato e roupas comercializadas em um bazar solidário, todos produzidos pelos usuários das unidades de saúde mental em oficinas terapêuticas desenvolvidas nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). A iniciativa buscou aproximar a população da pauta da luta antimanicomial, além de reforçar a importância do cuidado humanizado e do fortalecimento dos vínculos sociais e comunitários.

A diretora de Saúde Mental, Rosinea Jardim, destacou a importância histórica da luta antimanicomial e o papel dos CAPS no acolhimento e na reconstrução da autonomia dos usuários.

“Por muito tempo, os hospitais psiquiátricos foram espaços de isolamento, onde muitas pessoas acabavam afastadas do convívio familiar e social. A luta antimanicomial e a reforma psiquiátrica trouxeram um novo olhar para o cuidado em saúde mental, garantindo dignidade, acolhimento e pertencimento. Hoje, os CAPS representam espaços de cuidado humanizado, onde cada indivíduo é reconhecido em sua singularidade e acompanhado com afeto, respeito e inclusão”, afirmou.

A coordenadora de Saúde Mental, Gabriella Bandeira, ressaltou que a proposta do evento foi promover a ocupação dos espaços públicos pelos usuários da rede, fortalecendo o sentimento de pertencimento e a integração com a sociedade.

“Todos os CAPS do município participaram da atividade, trazendo produções desenvolvidas nas oficinas terapêuticas, como artesanato, bazar e cartazes. A intenção é justamente fortalecer esse vínculo com a sociedade e reafirmar que essas pessoas pertencem aos espaços da cidade e devem ser vistas com acolhimento e respeito”, destacou.

O evento também contou com a participação do Programa de Controle do Tabagismo que atua junto ao CAPS AD – Álcool e Outras Drogas, em uma parceria voltada à promoção da redução de danos e do cuidado integral em saúde.

RAPS – Rede de Atenção Psicossocial

O município conta atualmente com diversos dispositivos de atendimento em saúde mental que integram a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), entre eles o Ambulatório Ampliado do Parque Imperial, CAPS Infantil, CAPS II, CAPS III Dr. Romeu Casarsa, CAPS III Dr. Makhol Moussalem e o CAPS AD Dr. Ari Viana – Álcool e Outras Drogas, que oferecem acompanhamento multiprofissional, oficinas terapêuticas e acolhimento em situações de crise. Os CAPS III funcionam 24 horas e contam com leitos de retaguarda para estabilização dos pacientes.

A rede também possui a Unidade de Acolhimento Infantojuvenil (UAI), destinada ao acolhimento transitório de adolescentes em situação de vulnerabilidade relacionada ao uso de drogas; cinco Residências Terapêuticas (RTs), voltadas a pessoas egressas de longos períodos de institucionalização psiquiátrica; o Serviço de Matriciamento, realizado em parceria com a Atenção Primária; o Serviço de Desinstitucionalização (Desins), responsável pelo fortalecimento do cuidado territorializado; além do CREFIPE, em Santo Eduardo, especializado na reabilitação de crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista.