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Flávio preferiu silêncio sobre Vorcaro para evitar troca por Tarcísio, afirmaem assessores próximos

Flávio Bolsonaro com expressão pensativa
O senador Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), “segurou” informações sobre sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para atravessar o prazo de desincompatibilização e evitar pressão interna pela troca de candidatura. A avaliação é de aliados ouvidos pelo blog do Camarotti no g1.

Nesta semana, após a revelação de que se encontrou com Vorcaro mesmo após a prisão do empresário, Flávio reforçou ao PL que sua candidatura segue mantida e que não há “plano B”. Parlamentares do partido afirmam que o senador negou internamente qualquer vulnerabilidade em relação ao caso Master, mesmo quando o tema ganhou força no Congresso após o Carnaval.

Publicamente, ele também negou vínculo com Vorcaro em março, quando a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, revelou que seu número estava na agenda do banqueiro.

Vorcaro foi responsável pelo financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, “Dark Horse”. Em 2025, Flávio chegou a cobrar parcelas atrasadas. Mesmo após a prisão do banqueiro, o senador se deslocou a São Paulo para visitá-lo.

“Caso Flávio tivesse revelado esses fatos antes do prazo de desincompatibilização, em abril, a pressão seria enorme pela substituição dele pelo governador Tarcísio de Freitas. Ele deveria ter sido franco com a cúpula do partido”, afirmou um deputado do PL.

Expresso Rio
Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

Aliados avaliam que, depois desse período, Flávio ficou sem condições de se explicar ao partido, pois seria difícil justificar por que havia retido informações até passar o prazo de desincompatibilização. “O pior cenário acabou acontecendo: os fatos foram revelados pela imprensa deixando todo o partido na defensiva”, completou.

Flávio ficou em silêncio sobre a prisão de Vorcaro desde novembro. Entre janeiro e fevereiro, ele viajou durante três semanas para a França e o Oriente Médio. O período, segundo membros do PL, ajudou a manter o escândalo em segredo.