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Política

STF decide nesta terça se reúne casos de Moraes e Mendonça e adia julgamento para 23 de setembro

Expresso Rio
Foto: Rosinei Coutinho/STF
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, informou que os ministros devem votar, após o intervalo desta terça-feira (15), uma proposta para suspender a sessão extraordinária e analisar conjuntamente os casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. A sessão deve ser retomada às 15h, quando a Corte deverá discutir a possibilidade de levar os processos para julgamento conjunto no próximo dia 23 de setembro.

A proposta prevê a reunião das duas ações e o sorteio de uma relatoria. Segundo as informações apresentadas na sessão, ministros como Gilmar Mendes e Flávio Dino defendem a medida. A ala mais próxima de Moraes também sustenta que os processos sejam analisados conjuntamente na nova data.

O STF realiza nesta terça uma sessão extraordinária para decidir se abre ou não uma investigação contra Alexandre de Moraes relacionada a mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, do Banco Master. O tema provocou um forte confronto entre ministros durante a primeira parte da sessão.

Moraes classificou a investigação como “fraudulenta” e afirmou que a condução do caso por André Mendonça seria “mafiosa”. Gilmar Mendes também criticou Mendonça e declarou haver “um viés político eleitoral” na forma como a investigação teria sido conduzida.

Mendonça rebateu as críticas e classificou a declaração de Gilmar como “leviana”. Durante a discussão, ele e Luiz Fux também mencionaram a existência de uma suposta Polícia Federal “paralela”, que teria sido utilizada para monitorar ministros do Supremo.

A definição sobre a relatoria também gerou divergências. Gilmar questionou Fachin por ter assumido a condução da Petição 16.662, enquanto Flávio Dino classificou a decisão como “vocatória”. Fachin negou a acusação.

Mendonça afirmou que o encaminhamento da petição à Presidência do STF ocorreu em razão de uma interpretação do regimento interno, e não por determinação pessoal de Fachin. A decisão sobre eventual reunião dos casos e sobre a data do julgamento deverá ser submetida aos ministros na retomada da sessão.