O caso do hospital de campanha em Nova Iguaçu ganhou repercussão após seguranças terceirizados serem flagrados utilizando o espaço público para festas, churrascos e até banho em uma piscina improvisada durante o expediente. As imagens, que circulam nas redes sociais, mostram o uso indevido da estrutura construída com recursos públicos durante a pandemia.
De acordo com as gravações, funcionários aparecem consumindo bebidas alcoólicas e alimentos dentro do local, que ainda abriga tendas e equipamentos utilizados anteriormente no atendimento de pacientes com covid-19. A situação levanta questionamentos sobre a fiscalização e a preservação do patrimônio público.
Uso irregular da estrutura pública
Nas imagens registradas, um dos seguranças sobe em um gerador e o utiliza como trampolim para pular dentro de uma caixa d’água, que teria sido adaptada como piscina. Segundo informações, ao menos quatro trabalhadores participaram das confraternizações, que teriam ocorrido em diferentes datas, incluindo registros em janeiro e no último mês.
Ainda de acordo com relatos, o hospital de campanha apresenta sinais de abandono, com ambulâncias paradas e equipamentos expostos ao tempo. O espaço foi construído durante a crise sanitária da covid-19 e teve investimento estimado em cerca de R$ 50 milhões.
Denúncia e repercussão
Um funcionário do local, que preferiu não se identificar, relatou a situação em entrevista à TV Globo. Segundo ele, a utilização indevida do espaço vinha ocorrendo de forma recorrente.
“De acordo com o relato, os profissionais responsáveis pela segurança estariam utilizando o ambiente para atividades incompatíveis com a função, incluindo confraternizações e uso de equipamentos públicos de forma irregular”, apontou.
As imagens reforçam a denúncia e mostram diferentes momentos de uso do espaço para fins pessoais, o que ampliou a repercussão do caso.
Medidas adotadas e investigação
Em nota oficial, a Secretaria de Estado de Saúde informou que não tinha conhecimento prévio das ocorrências. Após tomar ciência dos fatos, a pasta solicitou o desligamento imediato dos quatro funcionários envolvidos à empresa terceirizada responsável pela segurança.
Além disso, foi determinada a abertura de uma sindicância para apurar as circunstâncias e eventuais responsabilidades no caso. A investigação deve avaliar tanto a conduta dos profissionais quanto possíveis falhas na supervisão do local.
O episódio também reacende o debate sobre a gestão e manutenção de estruturas públicas criadas durante a pandemia, especialmente aquelas que, mesmo desativadas, ainda concentram equipamentos e investimentos significativos.
Enquanto a apuração segue em andamento, o espaço permanece sob responsabilidade das autoridades de saúde, que afirmam estar adotando medidas para evitar novas ocorrências e garantir a integridade do patrimônio público.




