Rio de Janeiro está igual Gotham City, diz advogado do PSD no STF sobre eleições para governador

Expresso Rio
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Rio de Janeiro está igual Gotham City, diz advogado do PSD no STF sobre eleições para governador

“Eu acredito que o Rio de Janeiro virou Gotham City e se for realizada elkeição em Gotham City indireta é mais fácil se eleger o Coringa do que o Batman”. A afirmação foi do advogado do PSD, Thiago Fernandes Boverio, na tarde desta quarta-feira (8), no Supremo Tribunal Federal (STF) no retorno do julgamento das duas ações sobre a eleição para governador do estado.

A referência à cidade fictícia dos filmes do Batman foi feita pelo advogado para defender que a eleição suplementar seja realizada de forma direta pela Justiça Eleitoral. Todos os advogados que falaram pelo partido alertaram para o risco do crime organizado influenciar na eleição se a escolha for indireta, lembrando o caso da prisão do ex-deputado Th Joias, acusado de envolvimento com o Comando Vermelho.

O STF retomou o julgamento que vai decidir como será a eleição que escolherá o governador responsável por cumprir um mandato-tampão até a posse do sucessor, em 2027. Entre os principais pontos em análise está a definição do modelo de votação: se direta, com participação da população, ou indireta, feita por deputados estaduais.

As discussões chegaram ao STF por meio de ações apresentadas pelo PSD: a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7942, de relatoria do ministro Luiz Fux, e a Reclamação (RCL) 92644, de relatoria do ministro Cristiano Zanin. Ambas as ações tratam do formato da eleição para o mandato tampão do governo do Rio de Janeiro, se direta (por voto dos eleitores) ou indireta (por votação da Assembleia Legislativa).

Atualmente, o governo do estado está sob o comando do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRL), desembargador Ricardo Couto. Ele assumiu o cargo após a renúncia do então governador Cláudio Castro (PL), em 23 de março, um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar o seu mandato e considerar ele inelegível por oito anos no processo que ficou conhecido como Cso Ceperj.

O Rio de Janeiro também está sem vice-governador desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha (MDB) deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE). O nome seguinte na linha de sucessão, o então presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), não pôde assumir porque foi preso e também teve o mandato cassado pelo TSE.

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