Nos dias 7 e 8 de abril, o Hospital Ferreira Machado (HFM) realiza um workshop voltado à manipulação e reabilitação de pacientes amputados, reunindo profissionais das áreas de fisioterapia e enfermagem em uma abordagem integrada e multidisciplinar.
A capacitação contempla todas as etapas da reabilitação, desde os cuidados imediatos com o coto até a fase de protetização e reintegração funcional. Durante o encontro, os profissionais destacam que a atuação precoce da fisioterapia, ainda no pós-operatório, é fundamental para prevenir complicações e contribuir para uma recuperação mais rápida e eficiente.
Entre os principais temas discutidos estão os cuidados com o coto, incluindo técnicas de enfaixamento para redução de edema e modelagem adequada, além da prevenção de contraturas e controle da dor. Também são abordadas estratégias de dessensibilização, fortalecimento muscular e orientações posturais, consideradas essenciais nas fases iniciais do processo reabilitador.
Palestrante do workshop, o ortesista e protesista Manoel Luiz destacou a importância de um olhar ampliado sobre o paciente amputado. “A reabilitação não começa na prótese. Ela começa no cuidado com o coto, no controle da dor e, principalmente, no acolhimento desse paciente. Cada etapa bem conduzida faz diferença no resultado final e na qualidade de vida”, afirmou.
A chefe da fisioterapia do HFM, Ettes Martins, ressaltou a importância da qualificação contínua das equipes. Ela explicou que investir em educação permanente é garantir um atendimento mais qualificado e humanizado.
“Conseguimos esse treinamento, que é muito importante para preparar os pacientes amputados para receber a prótese e retornar às atividades de vida diária com o menor comprometimento possível. Nosso objetivo é que cada profissional esteja preparado para atuar desde o pós-operatório imediato até a reabilitação completa, devolvendo autonomia ao paciente”, destacou.
A enfermeira do Centro de Terapia Intensiva (CTI) Letícia Sardinha também reforçou a importância da atuação integrada entre as equipes. Segundo ela, o cuidado com o paciente amputado muitas vezes começa ainda no CTI. “A enfermagem tem um papel fundamental na prevenção de complicações, no manejo das feridas e no suporte emocional, trabalhando sempre em conjunto com a fisioterapia”, pontuou.


