Um grave acidente durante uma etapa do China GT, no Circuito Internacional de Xangai, na China, terminou com uma cena de solidariedade entre competidores no sábado, 5 de setembro. O piloto holandês Loek Hartog abandonou a própria corrida para prestar socorro ao britânico Ollie Millroy, de 36 anos, cujo Ferrari 296 GT3 pegou fogo após uma colisão nos primeiros minutos da prova.
De acordo com relatos divulgados após o acidente, Hartog parou o Porsche que conduzia, deixou o veículo e correu em direção ao carro em chamas. O holandês utilizou um extintor durante a tentativa de controlar o fogo e participou diretamente da retirada de Millroy do cockpit. Imagens do episódio mostram a rápida reação do competidor diante da situação de emergência.
Millroy foi encaminhado para atendimento médico e, posteriormente, informou ter sofrido fraturas em cinco costelas, na clavícula, em uma das mãos e em um dedo, além de uma contusão pulmonar. Em manifestação publicada nas redes sociais, o britânico agradeceu a Hartog e atribuiu à intervenção do rival um papel decisivo em seu resgate.
Hartog, por sua vez, relatou que decidiu parar ao perceber a dimensão do incêndio e considerar que o piloto poderia não conseguir deixar o carro sozinho. Segundo o holandês, sua reação foi imediata diante do risco enfrentado pelo colega. O episódio ganhou repercussão internacional e colocou o gesto do piloto no centro das atenções da etapa chinesa.
A prova acabou sendo encerrada após o acidente. O caso também provocou discussões sobre os protocolos de resposta a emergências no automobilismo, enquanto a equipe de Millroy anunciou que não pretende voltar a competir no China GT até que questões relacionadas à segurança sejam discutidas. A organização da competição divulgou manifestação sobre o acidente e afirmou que seriam adotadas medidas para aprimorar procedimentos de segurança e atendimento de emergência.




