O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), voltou a comentar a sequência de crises políticas que atingiram o estado nos últimos anos e citou os governos de Wilson Witzel e Cláudio Castro. Ao abordar a influência do bolsonarismo nas eleições fluminenses, Paes afirmou que “não dá para culpar Bolsonaro” pelos eventuais crimes atribuídos posteriormente aos políticos eleitos.
Segundo Paes, Witzel chegou ao Palácio Guanabara em 2018 impulsionado pela onda política que também levou Jair Bolsonaro à Presidência da República. Naquele período, o então juiz se apresentou como um nome de fora da política tradicional e se aproximou do campo bolsonarista durante a campanha.
Witzel deixou o governo em 2020, após ser afastado em meio a investigações sobre suspeitas de corrupção na área da saúde, e posteriormente sofreu impeachment. Cláudio Castro, que era vice-governador, assumiu o comando do estado e também passou a enfrentar investigações e questionamentos nos anos seguintes.
Ao fazer a relação entre os governos estaduais e o cenário político daquele período, Paes diferenciou apoio eleitoral de responsabilidade por eventuais crimes. Segundo o prefeito, a popularidade da família Bolsonaro contribuiu para a eleição de determinados nomes no Rio, mas isso não significa que seus integrantes possam ser responsabilizados automaticamente por atos praticados posteriormente pelos governantes.
Em declaração anterior sobre o mesmo tema, Paes afirmou que Flávio Bolsonaro, “no mínimo”, teria emprestado o nome ou a popularidade da família para ajudar a eleger Witzel e Castro. Ao mesmo tempo, ressaltou que não poderia acusá-lo de qualquer ilícito ou atividade criminosa relacionado aos governos estaduais.
Paes também defendeu que a eleição para o governo do Rio seja tratada a partir dos problemas e necessidades do próprio estado. Na avaliação do candidato do PSD, os candidatos à Presidência da República não serão responsáveis pela administração fluminense nos próximos quatro anos e, por isso, o eleitor deveria escolher quem demonstrar disposição para governar o Rio, em vez de priorizar candidatos pela associação com nomes da disputa pelo Palácio do Planalto.
A declaração ocorre em meio à defesa de Paes para que a eleição estadual não seja nacionalizada. A estratégia, segundo ele, busca evitar que o eleitorado repita escolhas feitas em disputas anteriores com base principalmente na vinculação dos candidatos a grupos políticos nacionais.




