A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público estadual deflagraram, nesta quinta-feira (1º), a Operação Escola de Papel, que investiga suspeitas de irregularidades em contratos de obras e serviços da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ). Segundo os investigadores, o possível prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 1,6 bilhão. A operação cumpre 18 mandados de busca e apreensão e não possui, nesta etapa, ordens de prisão.
Entre os alvos está a ex-secretária estadual de Educação R. B. de O. Também são investigados Y. L. F. O. A. Genro dela; D. de A M. F, ex-subsecretário de Gestão Administrativa da Seeduc; e F. M. P, apontado pela investigação como operador financeiro do suposto esquema.
As investigações tiveram como ponto de partida denúncias relacionadas ao aumento dos gastos da Secretaria de Educação por meio do sistema descentralizado de pagamento. Levantamentos divulgados em fevereiro indicaram que mais de R$ 1 bilhão havia sido movimentado pelo sistema em dois anos: R$ 630,2 milhões em 2024 e R$ 513,3 milhões em 2025.
As denúncias também apontaram possíveis vínculos entre empresas que disputavam contratos para obras em escolas estaduais. Entre os indícios levantados estão o compartilhamento de funcionários, serviços de contabilidade e consultorias. Esses elementos fazem parte das apurações que deram origem à operação.
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) também abriu investigação para apurar possíveis irregularidades nas contratações e na utilização do sistema descentralizado para financiar reformas na rede estadual de ensino.
Até a última atualização, as defesas dos investigados não haviam se manifestado sobre as acusações. As suspeitas ainda são objeto de investigação, e os valores apontados pelos investigadores representam uma estimativa do possível prejuízo, não uma conclusão definitiva sobre responsabilidade ou dano aos cofres públicos.
A operação ocorre no âmbito das apurações sobre contratos e pagamentos da rede estadual de ensino. Nesta quinta-feira, os investigadores cumprem as medidas judiciais de busca e apreensão para reunir documentos e outros elementos que possam esclarecer as suspeitas investigadas.
Fonte: Polícia Civil do Rio de Janeiro e Ministério Público estadual, conforme informações fornecidas para esta reportagem.




