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Polícia

Operação em SP investiga grupo suspeito de ligação com o PCC e movimentação de cerca de R$ 1 bilhão

Por 3 min de leitura Expresso Rio
Expresso Rio
Imagem: Divulgação
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A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta quinta-feira (3), a Operação Helmintos, destinada a aprofundar investigações sobre um grupo suspeito de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e de participação em um suposto esquema de lavagem de dinheiro que, segundo estimativas dos investigadores, teria movimentado aproximadamente R$ 1 bilhão. A apuração também verifica indícios de possível tentativa de influência sobre atividades econômicas e agentes políticos em Praia Grande, no litoral paulista.

De acordo com as informações divulgadas sobre a investigação conduzida pelo Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 6 (Deinter 6), os investigados teriam utilizado empresas, negócios imobiliários e pessoas apontadas como possíveis intermediários ou “testas de ferro” para administrar patrimônio e realizar operações financeiras. As diligências alcançam endereços residenciais e comerciais em Praia Grande, Guarujá, Santo André e Santana de Parnaíba, além de empresas e um setor ligado à administração municipal. As suspeitas, no entanto, ainda dependem da continuidade das investigações e de eventual comprovação perante a Justiça.

Entre as linhas de apuração estão supostas operações de lavagem de dinheiro por meio da compra de imóveis de alto padrão, aquisição ou utilização de empresas e exploração de estabelecimentos comerciais. Os investigadores também analisam possíveis irregularidades envolvendo quiosques instalados em áreas públicas de Praia Grande, eventual favorecimento em procedimento licitatório municipal e indícios de financiamento ou apoio a agentes políticos eleitos. Até o momento, essas hipóteses são tratadas como objeto de investigação e não representam, por si só, comprovação de responsabilidade criminal de pessoas ou autoridades eventualmente mencionadas.

No âmbito da operação, a Justiça autorizou medidas cautelares solicitadas durante a investigação, incluindo mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas e investimentos e o sequestro de 29 imóveis relacionados aos investigados. Também foram solicitadas prisões temporárias de suspeitos apontados pela investigação como possíveis integrantes da estrutura financeira e operacional do grupo. Durante as buscas, os policiais procuram documentos, contratos, registros bancários e empresariais, aparelhos eletrônicos, valores em espécie, armas e outros materiais que possam contribuir para esclarecer a origem e a destinação dos recursos investigados.

A Polícia Civil apura, entre outras hipóteses, possíveis crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. A eventual participação individual de cada investigado, assim como possíveis vínculos com atividades políticas ou administrativas, deverá ser analisada a partir das provas reunidas no inquérito e, posteriormente, submetida ao Poder Judiciário, respeitados o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência.

O nome Operação Helmintos faz referência aos helmintos, organismos conhecidos por comportamento parasitário. Segundo a interpretação apresentada pela investigação, a denominação busca simbolizar a suspeita de utilização de atividades econômicas legítimas para sustentar interesses de uma organização criminosa e ampliar sua presença sobre determinados setores da economia local.

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