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Eleições 2026

No Flow, Lula pede ajuda para politizar população e Igor 3K responde: “É o senhor que tem que fazer”

Expresso Rio
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o apresentador Igor 3K protagonizaram um momento de divergência durante entrevista ao Flow Podcast ao discutirem a capacidade da população de refletir sobre política e sobre o futuro do Brasil. A conversa ocorreu quando Lula falou sobre a decisão do eleitor no momento de votar.

“Pô, o cara no domingo levanta, ele para, ele pensa no Brasil que ele quer e ele vai lá e vota”, afirmou Lula durante a conversa.

Igor 3K discordou da avaliação. “Eu não acho, presidente, que o povo tem essa capacidade”, respondeu. Na sequência, justificou sua posição afirmando que parte da população está concentrada em problemas mais imediatos: “Porque o povo tá preocupadão em pagar o aluguel.”

Lula, então, pediu a colaboração do apresentador e questionou se o próprio programa poderia contribuir para ampliar a politização da população. “O teu programa pode ajudar as pessoas a ficar politizada?”, perguntou o presidente.

Igor devolveu a responsabilidade ao chefe do Executivo. “Não, querido, é o senhor que tem que fazer. É o senhor que… Por favor, ajuda o Brasil”, afirmou durante a entrevista. Em seguida, acrescentou que, em sua avaliação, quem ocupa o poder tem responsabilidade direta nesse processo.

O apresentador apontou a educação como uma das principais ferramentas para provocar mudanças de longo prazo no país. “A única coisa realmente transformadora é a educação”, disse Igor, antes de mencionar Coreia do Sul e China como exemplos internacionais em sua argumentação.

O diálogo ocorreu em uma entrevista do presidente ao Flow às vésperas da eleição de domingo. A participação de Lula no podcast nesta quinta-feira havia sido divulgada anteriormente como parte da programação que antecede a votação.

O trecho expõe duas perspectivas apresentadas durante a conversa: de um lado, Lula destacou a decisão individual do eleitor ao escolher o país que deseja; de outro, Igor argumentou que dificuldades econômicas imediatas podem limitar o espaço disponível para reflexão política e defendeu a educação como instrumento de transformação.