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Eleições 2026

Ministro do TSE barra candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná

Expresso Rio
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O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), barrou neste sábado (3) a candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. A decisão monocrática foi tomada na véspera do primeiro turno e reverte o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia autorizado o registro da candidatura.

Segundo a decisão, os votos eventualmente dados a Deltan deverão ser considerados nulos na apuração deste domingo (4). O TRE-PR também deverá alterar a situação do candidato para “indeferida”, ainda que não haja tempo hábil para uma mudança técnica nas urnas antes da votação.

Floriano de Azevedo Marques atendeu a um recurso apresentado pela coligação Paraná para Todos, ligada ao candidato Requião Filho (PDT). No entendimento do ministro, o tribunal paranaense não apresentou fatos novos capazes de afastar a conclusão adotada pelo próprio TSE em 2023, quando a Corte cassou o mandato de deputado de Deltan Dallagnol.

Naquele julgamento, o TSE concluiu que a exoneração de Deltan do Ministério Público, ocorrida em novembro de 2021, teve como objetivo evitar uma possível inelegibilidade. Ao analisar o novo processo, Floriano afirmou que as circunstâncias avaliadas anteriormente permanecem.

“O quadro de 2023 se mantém: a exoneração tida como fraudulenta atingiu o seu objetivo”, escreveu o ministro na decisão.

O entendimento de Floriano contraria parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral, que defendia a manutenção do registro da candidatura. Deltan já estava impedido de realizar campanha eleitoral.

A decisão deste sábado é individual e ainda será submetida ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral. Até eventual mudança de entendimento pela Corte, permanece válida a determinação de indeferimento da candidatura e de nulidade dos votos atribuídos a Deltan Dallagnol.