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Marinha busca experiência internacional sobre pequenos reatores e operação nuclear marítima na Rússia

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Foto: Academia Técnica da Rosatom
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A Marinha do Brasil participou, no fim de agosto, de uma capacitação internacional sobre pequenos reatores modulares e tecnologias nucleares aplicadas ao ambiente marítimo, realizada em Murmansk, na Rússia. O engenheiro Vinícius Monte representou a Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (SecNSNQ) na “IAEA Small Modular Reactor School: Experience of Operation and Prospects for the Future”, promovida pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em parceria com a Rosatom Technical Academy.

O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto de 2026, na sede da Atomflot, e reuniu representantes governamentais, integrantes de órgãos reguladores, pesquisadores e profissionais ligados ao setor nuclear. Conforme informações divulgadas pela SecNSNQ, a programação incluiu apresentações técnicas, debates com especialistas e atividades destinadas à análise da experiência operacional de pequenos reatores modulares, conhecidos pela sigla SMR.

Entre os assuntos discutidos estiveram desempenho e confiabilidade operacional dos reatores, licenciamento, segurança nuclear, segurança física, salvaguardas, transporte de combustível nuclear e preparação e resposta a eventuais emergências. A programação também abordou aplicações marítimas da tecnologia, incluindo contato com a estrutura operacional da Atomflot e uma visita virtual à usina nuclear flutuante Akademik Lomonosov.

Segundo a Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade, a experiência internacional pode auxiliar o órgão brasileiro a antecipar questões técnicas e regulatórias relacionadas a instalações nucleares embarcadas. A SecNSNQ afirma que o conhecimento adquirido contribui para fortalecer seu arcabouço regulatório e preparar o tratamento de futuros projetos de embarcações dotadas de plantas nucleares que eventualmente venham a operar em águas sob jurisdição brasileira.

A participação brasileira ocorre no contexto do desenvolvimento de competências relacionadas à segurança nuclear naval. A própria AIEA informa que a escola realizada em Murmansk foi estruturada para permitir que países-membros conhecessem experiências operacionais com pequenos reatores e discutissem aspectos tecnológicos, jurídicos, regulatórios e de segurança associados à sua possível utilização.

A presença de um representante da Marinha no curso, porém, não significa, por si só, anúncio de implantação de novas usinas nucleares flutuantes no Brasil nem decisão sobre aquisição de tecnologia russa. As informações oficiais disponíveis descrevem a participação como uma iniciativa de capacitação técnica e preparação regulatória, especialmente diante de possíveis projetos futuros envolvendo plantas nucleares embarcadas.

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