A manifestação de professores na Avenida Francisco Bicalho, no Centro do Rio, provocou fortes impactos no trânsito na manhã desta quinta-feira (09). Desde as primeiras horas do dia, profissionais das redes municipal e estadual ocupam parte da via, causando congestionamentos em importantes acessos da cidade.
De acordo com informações do Centro de Operações Rio, o ato começou pouco antes das 7h, quando manifestantes passaram a ocupar duas faixas da pista central no sentido Cidade Nova, na altura da Rodoviária do Rio. Até por volta das 7h30, apenas uma faixa seguia liberada para a circulação de veículos, o que contribuiu para a retenção no tráfego.
Trânsito intenso em vias estratégicas do Rio
Os reflexos da manifestação foram sentidos rapidamente em diferentes pontos do Centro e da Zona Portuária. Conforme apuração, o congestionamento se estendeu pelo Elevado do Gasômetro e pela Reta do Cais, além de impactar diretamente o acesso à Ponte Rio-Niterói.
Motoristas também enfrentaram dificuldades na pista central da Avenida Brasil, na altura do Caju, e na saída da Linha Vermelha, dois dos principais corredores viários da cidade. O fluxo intenso e a redução de faixas disponíveis agravaram a lentidão já comum no horário de pico.
Agentes atuam para reduzir impactos
Equipes da CET-Rio e da Guarda Municipal foram acionadas e atuam no local para organizar o trânsito e orientar motoristas. A operação busca minimizar os efeitos da manifestação e garantir maior fluidez nas vias afetadas.
Para tentar evitar os pontos mais críticos, o Centro de Operações recomenda que motoristas vindos da Avenida Brasil utilizem a pista lateral da Avenida Francisco Bicalho ou optem por rotas alternativas, como vias internas de São Cristóvão.
Outra orientação é para quem sai da Linha Vermelha com destino ao Centro: o trajeto pelo Viaduto Rufino Pizarro e pela Rua Francisco Eugênio, próximo à Estação Leopoldina, pode ajudar a reduzir o tempo de deslocamento.
Professores reivindicam direitos salariais
Segundo os organizadores, a manifestação integra uma paralisação de 24 horas realizada por profissionais da educação nesta quinta-feira (09). Entre as principais reivindicações estão o cumprimento do piso nacional do magistério e a recomposição salarial da categoria.
A programação do movimento inclui ainda atos em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e na região da Cinelândia, áreas tradicionais de mobilização no Centro da capital.
Até o momento, não há informações oficiais sobre previsão de liberação total das vias. O trânsito segue monitorado pelas autoridades municipais.
Enquanto isso, agentes permanecem atuando para amenizar os impactos, e motoristas enfrentam lentidão nas principais ligações viárias da cidade durante toda a manhã.


