A nova lei das doulas no Brasil foi sancionada nesta quarta-feira (8) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabelecendo regras para o exercício da profissão e reconhecendo oficialmente a atuação dessas profissionais no país.
A norma define a doula como responsável por oferecer suporte físico, emocional e informativo às gestantes durante diferentes fases: gravidez, trabalho de parto, pós-parto e puerpério. A medida representa um avanço na formalização de uma atividade que já vinha sendo exercida há anos de forma não regulamentada.
De acordo com o texto aprovado pelo Congresso Nacional, a regulamentação busca garantir maior segurança tanto para as profissionais quanto para as mulheres atendidas, além de ampliar o reconhecimento da importância desse acompanhamento no processo de maternidade.
Regulamentação define critérios para atuação
A nova legislação estabelece critérios mínimos para o exercício da profissão. Entre eles, está a exigência de formação específica por meio de cursos voltados à preparação de doulas.
Segundo informações do projeto aprovado, a medida não apenas regulamenta, mas também organiza a atividade, criando parâmetros claros sobre a atuação dessas profissionais. A proposta foi originada no Senado Federal e seguiu para sanção presidencial após aprovação nas duas casas legislativas.
A regulamentação também contribui para diferenciar o papel da doula de outros profissionais da saúde, deixando claro que sua função é de apoio e acolhimento, sem interferência em procedimentos médicos.
Papel das doulas ganha reconhecimento nacional
Nos últimos anos, a presença de doulas tem se tornado cada vez mais comum em maternidades e partos domiciliares. Estudos e relatos apontam que o acompanhamento contínuo pode contribuir para uma experiência mais humanizada durante o parto.
Com a nova lei, esse trabalho passa a ter respaldo jurídico em todo o território nacional. A regulamentação também pode facilitar a inclusão das doulas em equipes multidisciplinares de assistência à gestante, respeitando as diretrizes do sistema de saúde.
Além disso, a medida tende a fortalecer políticas públicas voltadas à humanização do parto, tema que vem sendo debatido com mais intensidade no país.
Impactos para profissionais e gestantes
A formalização da profissão deve impactar diretamente a atuação das doulas, que passam a contar com maior reconhecimento institucional. Para as gestantes, a expectativa é de ampliação do acesso a esse tipo de acompanhamento, agora respaldado por legislação específica.
Conforme especialistas da área apontam, a regulamentação pode contribuir para padronizar práticas e garantir mais qualidade no serviço prestado, além de oferecer maior segurança jurídica para todas as partes envolvidas.
A sanção da lei ocorre em um momento em que o debate sobre assistência humanizada ao parto ganha força no Brasil, com iniciativas que buscam melhorar a experiência das mulheres durante a maternidade.


