Julgamento no STF sobre eleição no RJ fica empatado e será retomado

Expresso Rio
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Imagem: Gustavo Moreno/STF

O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que definirá se a eleição para o governo do Rio de Janeiro será direta ou indireta foi suspenso nesta quarta-feira (8), após empate em 1 a 1 entre os ministros. A análise será retomada nesta quinta-feira (9), mantendo a indefinição sobre o processo de escolha do novo governador.

A decisão tem impacto direto na condução política do estado, já que determinará se a população fluminense irá às urnas ou se a escolha ficará a cargo da Assembleia Legislativa.

STF empata julgamento sobre modelo de eleição no RJ

De acordo com informações da sessão, o relator do caso, ministro Cristiano Zanin, votou a favor da realização de eleições diretas, permitindo que a população escolha o novo chefe do Executivo estadual.

Já o ministro Luiz Fux abriu divergência e se posicionou pela eleição indireta, defendendo que a escolha seja feita pelos deputados estaduais. Com isso, o placar ficou empatado em 1 a 1.

O ministro Edson Fachin, responsável por presidir a sessão no momento, decidiu suspender o julgamento, que será retomado no dia seguinte.

Argumentos apresentados pelos ministros

Em seu voto, Luiz Fux argumentou que a realização de eleições diretas em curto intervalo de tempo poderia gerar impactos financeiros e administrativos. Segundo o magistrado, seria inadequado convocar a população para dois pleitos em menos de seis meses, considerando os custos envolvidos para a Justiça Eleitoral.

Fux também destacou que não seria viável prolongar uma situação de vacância no comando do estado até 2027. Ele defendeu ainda que a Assembleia Legislativa eleja seu novo presidente, que assumiria interinamente o governo até a definição dos novos ocupantes do cargo.

Por outro lado, Cristiano Zanin entendeu que a realização de eleições diretas garante maior legitimidade ao processo democrático. Quanto à permanência do atual governador, o ministro indicou que o tema ainda será debatido pelos demais integrantes da Corte.

Decisão impacta cenário político do estado

O julgamento ocorre em meio a um cenário político sensível no Rio de Janeiro, com discussões sobre a legitimidade da atual situação administrativa e os caminhos legais para a sucessão no Executivo estadual.

As investigações e análises jurídicas ainda não chegaram a um consenso, e a decisão final do STF será determinante para definir se haverá uma nova eleição popular em curto prazo ou se o processo seguirá por meio de votação indireta no Legislativo estadual.

Enquanto isso, permanece a expectativa sobre os próximos votos dos ministros e o desfecho do julgamento, que deve orientar os próximos passos institucionais no estado.

A retomada da sessão nesta quinta-feira (9) deve trazer novos posicionamentos e, possivelmente, encaminhar uma definição sobre o modelo de eleição a ser adotado no Rio de Janeiro.

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