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Inteligência espanhola não encontra indícios de ação estrangeira na mobilização inicial de migrantes em Ceuta, diz Sánchez

Por 2 min de leitura Expresso Rio
Expresso Rio
Imagem: Divulgação
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Os serviços de inteligência da Espanha não encontraram, até o momento, elementos que comprovem participação direta de governos estrangeiros nas publicações que estimularam a entrada irregular de migrantes em Ceuta, afirmou nesta quinta-feira (3) o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez. A declaração foi feita durante comparecimento ao Congresso dos Deputados para prestar esclarecimentos sobre a crise migratória registrada no enclave espanhol no norte da África.

Segundo Sánchez, análises realizadas pelas autoridades identificaram apenas “indicadores leves” de possível coordenação nas mensagens que circularam nas redes sociais antes da chegada em massa de migrantes. No entanto, de acordo com o premiê, as investigações não conseguiram estabelecer que os perfis responsáveis pelas convocações estivessem vinculados ao governo do Marrocos ou aos Estados de Rússia e Israel. Sánchez ressaltou que essa é a conclusão disponível “por enquanto”, indicando que as apurações continuam.

O chefe do governo espanhol também afirmou que não existem, neste momento, “provas sólidas” de que autoridades marroquinas tenham planejado ou executado a entrada em massa registrada em Ceuta nos dias 30 e 31 de julho. Sánchez declarou que, caso surjam evidências concretas de participação de Rabat, o governo espanhol deverá agir de acordo com os fatos comprovados.

A posição apresentada nesta quinta-feira traz uma nuance em relação às declarações anteriores do próprio primeiro-ministro. No fim de agosto, Sánchez havia apontado que redes associadas à Rússia e a Israel teriam participado da amplificação posterior de desinformação relacionada à crise. Durante o pronunciamento mais recente, ele diferenciou essa atuação das mensagens que inicialmente incentivaram os deslocamentos. Segundo Sánchez, o Serviço Europeu de Ação Externa identificou contas e publicações vinculadas a ecossistemas informativos russos e pró-Israel que teriam ajudado a amplificar conteúdos após o início da crise, mas isso não equivale, pelas informações disponíveis, a comprovar que esses governos tenham organizado a mobilização inicial.

Sánchez acrescentou que grupos ligados ao tráfico de pessoas e comerciantes teriam se aproveitado da situação para incentivar travessias e oferecer equipamentos ou serviços aos migrantes. O governo espanhol afirma que continua investigando as circunstâncias que levaram ao episódio e anunciou que pretende tornar públicos relatórios produzidos pelos serviços de inteligência sobre os acontecimentos. As conclusões apresentadas até agora, portanto, são preliminares e não encerram as investigações sobre a origem e a disseminação das mensagens que circularam nas redes sociais.

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