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Mundo

Hackers vazam 1,4 milhão de arquivos de Berlim com dados sobre defesa e infraestrutura crítica, diz Bild

Expresso Rio
Imagem: Divulgação
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Hackers que invadiram a rede do Senado de Berlim divulgaram documentos relacionados a empresas alemãs de defesa, às Forças Armadas da Alemanha e à infraestrutura crítica da capital, segundo informações publicadas pelo jornal Bild. De acordo com a emissora RBB, cerca de 1,4 milhão de arquivos teriam sido colocados na dark web depois que a administração da cidade se recusou a pagar um resgate de € 2 milhões.

A administração de Berlim informou em 17 de agosto que a rede do Senado havia sido comprometida e que as autoridades iniciaram uma investigação sobre o ataque. Posteriormente, segundo a RBB, o grupo de hackers Rhysida publicou o conteúdo que teria sido retirado dos sistemas da cidade.

Conforme o Bild, entre os documentos divulgados estariam materiais relacionados a prisões, empresas de defesa e à Bundeswehr, nome oficial das Forças Armadas alemãs. A publicação também afirma que foram expostos planos e contratos referentes à expansão da residência oficial do chanceler alemão.

O vazamento incluiria ainda documentos com detalhes sobre a arquitetura de infraestruturas consideradas críticas em Berlim. Entre os materiais mencionados estão informações relacionadas a linhas de energia, usinas elétricas e sistemas de abastecimento de água, segundo o jornal.

Os hackers também teriam obtido senhas de bancos de dados da capital alemã e aproximadamente 12 mil arquivos contendo diferentes tipos de dados pessoais. O conteúdo e o alcance exato das informações expostas não foram detalhados integralmente nas informações divulgadas.

Segundo o Bild, os criminosos também tiveram acesso a correspondências mantidas entre autoridades de Berlim e grandes empresas, entre elas Siemens, Amazon, Nike, Airbnb e Tesla. As informações divulgadas pela imprensa alemã apontam para um vazamento de grande dimensão, envolvendo desde dados administrativos até documentos relacionados à segurança e à infraestrutura da cidade.

Até o momento, conforme os fatos informados, a investigação sobre a invasão segue sob responsabilidade das autoridades alemãs. As informações sobre o conteúdo dos arquivos atribuídos ao grupo Rhysida são baseadas nas publicações do Bild e da RBB.