As investigações sobre fraudes na educação do estado do Rio de Janeiro ganharam novos contornos em 2026 e passaram a atingir diretamente as chamadas Diretorias Regionais Metropolitanas de Educação, conhecidas como “Metros”. Segundo informações que circulam nos bastidores políticos e administrativos, há indícios de irregularidades em repasses públicos que podem ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão.
De acordo com apuração, o esquema investigado envolve suspeitas de superfaturamento, uso de empresas de fachada e possíveis desvios em obras realizadas em escolas da rede estadual. As diretorias regionais aparecem como peças centrais no fluxo desses recursos descentralizados, o que ampliou o alcance das investigações.
Diretorias regionais entram no centro das investigações
As chamadas “Metros”, responsáveis por administrar demandas regionais da educação estadual, passaram a ser alvo direto de órgãos de controle. Conforme relatos obtidos durante as apurações, diretores dessas unidades e gestores escolares vêm sendo convocados para prestar depoimentos ao Ministério Público.
As investigações apontam que essas estruturas teriam sido utilizadas como intermediárias na execução de contratos e repasses financeiros, levantando suspeitas sobre a fiscalização e a aplicação dos recursos públicos destinados à educação.
Ainda não há confirmação oficial sobre responsabilizações individuais, mas o avanço das oitivas indica que o caso está em fase ativa de coleta de provas.
Indicações políticas ampliam repercussão
O cenário ganha maior repercussão pelo fato de que, ao longo dos últimos anos, a Secretaria Estadual de Educação foi ocupada por indicados ligados ao ex-presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar. Segundo informações de bastidores, deputados estaduais também teriam influência na indicação de diretores regionais em suas bases eleitorais.
Esse modelo de divisão de poder administrativo, conforme apontam fontes ouvidas, teria contribuído para a formação de uma estrutura descentralizada, agora sob análise das autoridades.
Até o momento, não há manifestação pública detalhada de todos os citados, e os órgãos responsáveis seguem conduzindo as investigações.
Esquema bilionário levanta alerta na Alerj
As denúncias envolvendo valores expressivos que podem superar R$ 1 bilhão aumentaram a pressão nos corredores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Parlamentares acompanham o desenrolar do caso com atenção, diante da possibilidade de desdobramentos políticos e administrativos.
De acordo com fontes ligadas ao processo, o clima nos bastidores é de cautela. A apuração busca identificar a origem dos contratos, os responsáveis pelas autorizações e a eventual participação de empresas suspeitas de atuar como fachada.
Enquanto isso, o Ministério Público segue reunindo documentos, depoimentos e provas técnicas que possam esclarecer a extensão das irregularidades.
O caso continua em andamento e novas informações podem surgir a partir do avanço das investigações, que seguem sob sigilo parcial.


