O ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que discute como serão realizadas as eleições para o mandato-tampão ao governo do Rio de Janeiro. A análise envolve duas ações que tratam da possibilidade de escolha do novo governador por eleição direta ou indireta.
A decisão foi anunciada durante sessão da Corte. Segundo o ministro, o objetivo é aguardar a publicação do acórdão do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral que tornou o ex-governador Cláudio Castro inelegível. Ainda não há confirmação oficial sobre quando o caso voltará à pauta.
Julgamento fica suspenso após pedido de vista
O pedido de vista interrompe temporariamente a análise do caso no STF, adiando a definição sobre o formato da eleição que escolherá o substituto no chamado mandato-tampão — período restante até o fim da atual gestão estadual.
De acordo com a legislação, esse tipo de eleição pode ocorrer de forma direta, com participação popular, ou indireta, sendo decidida pelos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A decisão do Supremo será determinante para definir qual modelo será adotado.
Voto antecipado no STF reforça debate
Mesmo com a suspensão, o ministro André Mendonça antecipou seu voto durante a sessão. Ele acompanhou o entendimento do relator de uma das ações, o ministro Luiz Fux.
Segundo informações apresentadas no julgamento, Mendonça votou a favor da realização de votação secreta na Alerj, caso seja definida a eleição indireta. O ministro ainda estava na fase de leitura do voto no momento da interrupção.
Contexto envolve decisão do TSE sobre inelegibilidade
O impasse no STF ocorre após decisão do TSE que, conforme apuração, tornou Cláudio Castro inelegível. A medida abriu caminho para a discussão sobre a sucessão no governo estadual e levantou dúvidas jurídicas sobre o modelo de eleição a ser adotado.
A expectativa agora gira em torno da publicação oficial do acórdão do TSE, etapa considerada essencial pelo ministro Flávio Dino para dar continuidade ao julgamento no Supremo.
Enquanto isso, o cenário político no estado segue indefinido, aguardando uma posição final da Corte que estabeleça as regras para a escolha do novo governador dentro do prazo constitucional.


