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Eleições 2026

Flávio Bolsonaro desiste de debate da Globo e cita “interferência do Judiciário”

Expresso Rio
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O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, desistiu de participar do debate presidencial da TV Globo previsto para a noite desta quinta-feira (1º). Segundo apuração da coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, a decisão ocorreu após determinações judiciais que afetaram a configuração do encontro. A avaliação de que houve “censura” é uma posição da campanha de Flávio, e não uma conclusão judicial.

De acordo com a publicação, a campanha argumentou que Flávio não participaria de um debate cujas regras teriam sido alteradas por decisões do Poder Judiciário. Posteriormente, o próprio candidato afirmou publicamente que não iria ao evento e criticou o que classificou como interferência judicial nas eleições.

Horas antes do debate, a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a Globo não exibisse de forma destacada um púlpito vazio identificado com o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia decidido não comparecer ao encontro. A decisão também atingiu a dinâmica prevista para perguntas direcionadas ao candidato ausente.

Em outra decisão, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Globo assegurasse a participação de Renan Santos, candidato do Missão, no debate. A determinação foi tomada poucas horas antes do horário previsto para o programa.

Segundo a apuração publicada inicialmente pelo Metrópoles, as mudanças também afetavam a estratégia eleitoral de Flávio. A coluna apontou que a presença de Renan poderia ampliar os confrontos diretos com o candidato do PL e que a impossibilidade de destacar o púlpito vazio de Lula retiraria uma oportunidade prevista na dinâmica original para críticas ao petista. Trata-se, nesse ponto, da avaliação publicada pela coluna sobre o cenário político do debate.

Depois da desistência de Flávio e da ausência já anunciada de Lula, a Globo cancelou o debate. Segundo a emissora, citada pelo Metrópoles, as decisões judiciais recebidas pouco antes do programa provocaram “insegurança jurídica” e interferiram na autonomia para organizar o encontro entre os presidenciáveis.