Pular para o conteúdo
Brasil

Exportações brasileiras de café devem ganhar força no segundo semestre, projeta Cecafé

Por 2 min de leitura Expresso Rio
Expresso Rio
Imagem: Divulgação
Seguir no Google News
Ouvir texto Pronto

As exportações brasileiras de café devem apresentar um ritmo mais forte ao longo do segundo semestre de 2026, segundo projeções do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O presidente do conselho da entidade, Márcio Ferreira, avalia que o avanço da colheita, especialmente do café arábica, poderá favorecer uma recuperação dos embarques nos próximos meses, embora o setor ainda enfrente desafios relacionados à logística nos portos.

Dados oficiais do Cecafé mostram que o Brasil exportou 3,030 milhões de sacas de 60 quilos de café em julho, primeiro mês do ano-safra 2026/27. O resultado representa crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Apesar da alta no volume, a receita cambial recuou 13,2%, passando de US$ 1,042 bilhão para aproximadamente US$ 903,9 milhões.

O desempenho de julho é visto como um dos primeiros sinais de recuperação depois de um período de retração. Na safra 2025/26, encerrada em junho, o Brasil exportou 38,462 milhões de sacas, queda de 15,7% em relação ao ciclo anterior. Segundo o Cecafé, o resultado foi influenciado pela menor disponibilidade do produto, por adversidades climáticas e pelos gargalos na infraestrutura portuária brasileira.

De acordo com Ferreira, a expectativa é de que os embarques ganhem maior ritmo com o avanço da colheita do arábica. Em manifestação divulgada pelo próprio Cecafé em agosto, o dirigente afirmou que esperava uma intensificação das exportações a partir da segunda quinzena daquele mês e considerava possível uma recuperação do desempenho brasileiro em relação a 2025. A projeção, contudo, depende do comportamento da oferta, dos produtores, das condições climáticas e da capacidade logística para escoamento da produção.

Os números acumulados ainda demonstram que a recuperação não está consolidada. Entre janeiro e julho de 2026, o Brasil embarcou 20,897 milhões de sacas, volume 5,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. A receita no intervalo atingiu US$ 7,449 bilhões, também apresentando retração na comparação anual.

O Brasil permanece entre os principais fornecedores mundiais de café, e a evolução dos embarques nos próximos meses será acompanhada pelo setor para avaliar se o crescimento registrado em julho se transformará em uma tendência mais consistente durante a safra 2026/27. Por enquanto, as projeções do Cecafé indicam perspectiva de melhora, mas estão sujeitas às condições de mercado, produção e infraestrutura logística.

Ouvir texto Pronto