As eleições de 2026 devem consumir mais de R$ 20 bilhões em recursos públicos quando consideradas as diferentes despesas relacionadas ao processo eleitoral. O valor reúne não apenas os R$ 5 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundão Eleitoral, mas também recursos destinados à Justiça Eleitoral, ao Fundo Partidário, à propaganda eleitoral no rádio e na televisão e a outros gastos previstos no Orçamento da União.
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha é a parcela mais conhecida desses recursos. Para as eleições deste ano, estão destinados R$ 5 bilhões às legendas para financiar campanhas eleitorais. No entanto, esse montante representa apenas parte do impacto total do processo eleitoral sobre os cofres públicos.
A comparação com a criação do Fundão mostra o avanço dos valores destinados ao financiamento das campanhas. Quando estreou nas eleições de 2018, o fundo contava com menos de R$ 2 bilhões. Em 2026, o montante de R$ 5 bilhões é aproximadamente duas vezes e meia maior do que o valor inicial.
Além do financiamento direto das campanhas, a conta eleitoral envolve a manutenção da estrutura da Justiça Eleitoral, os repasses do Fundo Partidário e os custos relacionados à propaganda gratuita veiculada em emissoras de rádio e televisão. Somadas às demais despesas previstas no Orçamento da União, essas parcelas fazem o custo público relacionado às eleições ultrapassar a marca de R$ 20 bilhões.
O volume evidencia que o gasto público com o processo eleitoral vai muito além do chamado Fundão. Embora os R$ 5 bilhões destinados às campanhas concentrem grande parte da atenção pública, a estrutura necessária para organizar, financiar e viabilizar as eleições amplia significativamente o custo total do pleito de 2026.




