Dólar cai a R$ 5,06 com trégua entre EUA e Irã e Ibovespa registra recorde

Expresso Rio
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Dólar cai a R$ 5,06 com trégua entre EUA e Irã e Ibovespa registra recorde

Os mercados financeiros globais operam em clima mais otimista nesta quarta-feira (8), após a confirmação de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã. A trégua, mediada pelo Paquistão, ajudou a reduzir as tensões no Oriente Médio e teve impacto direto sobre o câmbio, as commodities e as bolsas de valores.

O dólar comercial recuava e era negociado a R$ 5,06 no início do dia, refletindo o alívio no cenário internacional. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, atingiu um novo recorde histórico, acompanhando o movimento positivo dos mercados globais, informa o g1.

Trégua no Oriente Médio reduz pressão sobre petróleo

O acordo prevê um cessar-fogo de duas semanas entre os países envolvidos no conflito, incluindo a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. A suspensão temporária das hostilidades teve efeito imediato sobre os preços da commodity.

Na noite de terça-feira, o barril do petróleo Brent caiu mais de 15%, sendo negociado a US$ 92,54, enquanto o WTI recuava cerca de 17%, para US$ 93,43. A queda reflete a diminuição do risco de interrupções no fornecimento global.

Negociações avançam com mediação do Paquistão

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou o acordo e afirmou que o país atua como mediador nas negociações, que devem ocorrer em Islamabad. Autoridades dos Estados Unidos indicaram que o cessar-fogo também envolve Israel e pode incluir o Líbano.

O presidente norte-americano declarou que os objetivos militares já foram alcançados e que há progresso rumo a um acordo definitivo. Segundo ele, uma proposta iraniana com dez pontos está sendo analisada. Do lado iraniano, o chanceler Abbas Araghchi confirmou a trégua e condicionou a suspensão das ações defensivas ao fim dos ataques contra o país.

Ata do Fed indica incerteza sobre juros

Além do cenário geopolítico, investidores acompanham a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos. O documento revela divergências entre os dirigentes sobre os próximos passos da política monetária.

Parte dos membros considera possível elevar os juros caso a inflação continue acima da meta de 2%, especialmente se os preços do petróleo voltarem a subir. Por outro lado, a maioria ainda vê espaço para cortes, diante do risco de desaceleração econômica e enfraquecimento do mercado de trabalho.

Bolsas globais sobem com alívio nas tensões

O cenário mais favorável impulsionou os mercados internacionais. Em Nova York, os principais índices operavam em alta próxima das máximas de um mês, com ganhos robustos no Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq.

Na Europa, o índice STOXX 600 registrou seu maior avanço diário em um ano, enquanto bolsas como a da Alemanha e da França também tiveram forte valorização. Na Ásia, os mercados fecharam em alta, com destaque para o Japão e a Coreia do Sul.

Agenda doméstica inclui Banco Central

No Brasil, além do impacto externo, investidores monitoram a agenda econômica local. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa nesta quarta-feira de uma audiência na CPI do Crime Organizado, o que também está no radar do mercado.

No acumulado, o dólar registra queda de 6,08% no ano, enquanto o Ibovespa acumula alta de 16,84%, reforçando o momento positivo dos ativos brasileiros em meio à melhora do cenário global.

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