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Ciência

Cientistas identificam possível sinal inédito de matéria escura em experimento

Por 2 min de leitura Expresso Rio
Expresso Rio
Imagem: Divulgação
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Um grupo internacional de cientistas do experimento LUX-ZEPLIN (LZ) registrou uma interação de partícula considerada incomum e que pode ser compatível com modelos de matéria escura. O evento chamou a atenção dos pesquisadores porque, até o momento, apresenta características difíceis de explicar apenas por sinais de fundo conhecidos. Apesar da expectativa gerada pelo resultado, a equipe ressalta que não há confirmação de que a matéria escura tenha sido detectada diretamente.

O registro ocorreu no detector LZ, instalado a cerca de uma milha de profundidade no Sanford Underground Research Facility, no estado de Dakota do Sul, nos Estados Unidos. O equipamento utiliza toneladas de xenônio líquido ultrapuro para procurar interações extremamente raras que poderiam ser provocadas por partículas conhecidas como WIMPs — partículas massivas de interação fraca, consideradas uma das principais candidatas teóricas para explicar a matéria escura. Segundo a colaboração científica, apenas um evento com essas características permaneceu após a análise dos dados.

A análise apontou uma significância estatística global de aproximadamente 2,6 sigma, ainda distante do padrão de cerca de 5 sigma normalmente exigido na física de partículas para anunciar uma descoberta. Por esse motivo, os próprios pesquisadores evitam afirmar que encontraram matéria escura e destacam a necessidade de novas observações, análises independentes e da avaliação da comunidade científica. O evento também poderá ter outras explicações que ainda não tenham sido completamente identificadas.

A matéria escura é uma das maiores questões em aberto da física moderna. Embora não emita, absorva ou reflita luz de maneira que permita sua observação direta, sua existência é inferida principalmente pelos efeitos gravitacionais observados em galáxias e outras estruturas cósmicas. As estimativas atuais indicam que ela representa cerca de 85% de toda a matéria existente no Universo.

Caso futuras observações demonstrem que o evento registrado pelo LZ realmente foi provocado por uma partícula de matéria escura, o resultado poderá representar um avanço histórico para a física. Por enquanto, entretanto, a conclusão científica permanece em aberto: o experimento encontrou um sinal particularmente interessante e ainda sem explicação conclusiva, mas serão necessários novos dados para determinar sua verdadeira origem.

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