A Casa Branca reacendeu as suspeitas em torno do árbitro brasileiro Raphael Claus, após sua participação como testemunha em uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) sobre manipulação de resultados esportivos no Brasil. O governo de Donald Trump utiliza esse depoimento como base para questionar a imparcialidade de Claus, que havia expulsado o atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, durante um jogo da Copa do Mundo de 2026.
Andrew Giuliani, diretor da força-tarefa da Casa Branca para a Copa, expressou sua surpresa com o fato de um árbitro “conectado” a uma investigação sobre manipulação de resultados ter aplicado um cartão vermelho a um jogador estadunidense. No entanto, é importante notar que Raphael Claus nunca foi investigado por envolvimento em esquemas de manipulação. Ele foi convidado a testemunhar na CPI em abril de 2024 e recebeu elogios por seu desempenho.
Quando questionado por jornalistas brasileiros, Giuliani admitiu que Claus não foi acusado de nenhum crime, mas manteve a insinuação de que o árbitro estaria “ligado” à investigação devido à sua participação na CPI. A pressão sobre Claus começou após a expulsão de Folarin Balogun durante o jogo entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina.
A Fifa, a CBF e a Conmebol defenderam Raphael Claus, destacando sua integridade e profissionalismo. A Fifa afirmou que o árbitro brasileiro demonstrou “altos padrões de profissionalismo e integridade” ao longo de sua carreira, enquanto a CBF declarou que não há nada no histórico de Claus que sustente suspeitas de irregularidade. A Conmebol também manifestou apoio “pleno e irrestrito” ao árbitro brasileiro.
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