A discussão sobre a eleição indireta para governador do Rio de Janeiro ganhou novo capítulo nesta quinta-feira (9), após o voto da ministra Cármen Lúcia no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações do julgamento, a magistrada acompanhou a divergência aberta pelo ministro Luiz Fux, defendendo que uma eventual escolha do novo chefe do Executivo estadual ocorra de forma indireta.
Com o posicionamento, o placar parcial passou a indicar maioria contrária ao entendimento do relator Cristiano Zanin, que sustenta a realização de eleição direta. Até o momento, quatro ministros já se manifestaram nesse sentido, enquanto apenas um voto segue alinhado à tese inicial.
STF forma maioria parcial sobre modelo de eleição
De acordo com a apuração do caso, o julgamento analisa as regras que devem ser aplicadas em uma eventual substituição definitiva no governo do estado. A divergência ganhou força após o voto de Luiz Fux, que foi acompanhado por outros integrantes da Corte.
Ao antecipar seu posicionamento, Cármen Lúcia reforçou a interpretação de que a Constituição permite a adoção de eleição indireta em determinadas circunstâncias, entendimento que passou a prevalecer na análise parcial do STF.
Além disso, a ministra também acompanhou pontos específicos defendidos por Fux, como a manutenção do prazo de 24 horas para desincompatibilização de candidatos e a adoção de votação secreta no processo.
Contexto envolve decisão do TSE sobre Cláudio Castro
O debate no Supremo ocorre paralelamente a decisões da Justiça Eleitoral. Conforme nota oficial e informações do processo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já teria formado maioria para a elaboração do acórdão relacionado à condenação do governador Cláudio Castro no caso Ceperj.
A própria Cármen Lúcia, que preside o TSE, indicou que o relator da ação na Corte eleitoral, Antonio Carlos Ferreira, já reúne votos suficientes para formalizar a decisão, que deve ser encaminhada ao STF nos próximos dias.
Esse cenário reforça a importância do julgamento em curso no Supremo, já que a definição sobre o modelo de eleição pode impactar diretamente os próximos passos institucionais no estado.
Julgamento é suspenso após pedido de vista
Apesar da formação de maioria parcial, o julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Flávio Dino, o que suspende temporariamente a análise até a devolução do processo para continuidade da votação.
Enquanto não há decisão final, o presidente do STF, Edson Fachin, confirmou que o desembargador Ricardo Couto permanece no comando do governo do Rio de Janeiro de forma interina.
O caso segue em acompanhamento pelas autoridades e deve voltar à pauta após a conclusão da análise pendente no Supremo, mantendo o tema no centro do debate político e jurídico no estado.


