O plano de saúde do candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) reúne 15 ações com metas previstas para 2030 e apresenta o maior percentual de propostas detalhadas entre os programas analisados pelo estudo citado: 76%. Entre os principais eixos estão a regulação das filas de atendimento e a adoção de linhas específicas de cuidado para infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e doenças raras.
De acordo com o levantamento, um dos diferenciais identificados no programa de Caiado está justamente nessas linhas de cuidado, acompanhadas de metas próprias. A análise aponta que propostas desse tipo para infarto, AVC e doenças raras não encontram equivalente nos demais planos considerados pelo estudo.
A estratégia apresentada também se apoia no chamado federalismo cooperativo. Na prática, parte relevante das medidas dependeria da articulação entre diferentes entes da Federação para sair do papel.
Esse é também um dos principais desafios apontados pela análise. Embora o programa de Caiado registre o maior percentual de propostas detalhadas, 76%, o estudo indica que 84% das medidas dependem de pactuação ampla entre os entes federativos.
A regulação da fila aparece como outro eixo do programa. A proposta busca organizar o acesso aos serviços de saúde a partir de critérios de prioridade clínica, dentro de uma estratégia mais ampla para o SUS e com objetivos estabelecidos para 2030.
O levantamento, portanto, diferencia o nível de detalhamento das propostas de sua viabilidade de implementação. No caso do programa de Caiado, o estudo destaca simultaneamente o grau de especificação das medidas e a elevada necessidade de coordenação federativa para que parte significativa delas possa ser executada.




