Café saúde mental: estudo revela quantidade ideal diária

Expresso Rio
3 min de leitura
Imagem: Freepik

Café saúde mental tem sido tema de novas pesquisas científicas, e um estudo recente indica que o consumo moderado da bebida pode estar associado à redução do risco de ansiedade, depressão e outros transtornos de humor ao longo do tempo.

De acordo com apuração publicada no periódico científico Journal of Affective Disorders, pesquisadores da Universidade de Fudan analisaram dados de mais de 400 mil pessoas acompanhadas por cerca de 13 anos. Segundo os resultados, indivíduos que consumiam entre duas e três xícaras de café por dia apresentaram menor incidência de problemas relacionados à saúde mental.

Café e saúde mental: o que diz o estudo

Conforme o levantamento, todos os participantes apresentavam boa saúde mental no início da pesquisa. Ao longo do acompanhamento, foram registrados mais de 18 mil novos casos de transtornos de humor e estresse, permitindo avaliar a relação com o consumo da bebida.

Segundo os pesquisadores, existe uma faixa considerada ideal. O consumo moderado entre duas e três xícaras diárias de aproximadamente 250 ml foi associado aos melhores resultados. Já ingestões muito baixas ou elevadas não apresentaram o mesmo efeito positivo.

A explicação, segundo os cientistas, está na ação da cafeína no cérebro. A substância atua bloqueando a adenosina, relacionada à sensação de cansaço, o que aumenta o estado de alerta.

Além disso, conforme o estudo, a cafeína pode estimular a liberação de dopamina, neurotransmissor ligado ao prazer, motivação e aprendizado. Baixos níveis dessa substância, segundo especialistas, costumam estar associados a fadiga e desânimo.

Nem pouco, nem em excesso

As investigações apontam que a relação entre café e saúde mental segue um padrão em forma de “J”. Isso significa que os benefícios aparecem em níveis moderados e tendem a diminuir quando o consumo é muito baixo ou elevado.

Participantes que consumiam cinco ou mais xícaras por dia apresentaram maior associação com transtornos de humor. Ainda segundo os pesquisadores, fatores genéticos que influenciam a metabolização da cafeína não alteraram significativamente os resultados.

Apesar das evidências, ainda não há confirmação de que o café, isoladamente, previna transtornos mentais. Especialistas ressaltam que os efeitos podem variar entre indivíduos, e algumas pessoas podem apresentar sintomas como nervosismo ou palpitações mesmo com pequenas quantidades.

De acordo com os autores, o consumo deve ser equilibrado e adaptado às características individuais. Pessoas sensíveis à cafeína ou com condições específicas devem buscar orientação profissional.

O estudo reforça que hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e acompanhamento médico, continuam sendo fundamentais para a saúde mental.

Partilhar este artigo
Sem comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *