A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Atenção Primária à Saúde (APS), realizou uma capacitação para apresentação do novo fluxograma de estratificação de risco e atuação das eMulti no pré-natal. O treinamento, voltado para médicos e enfermeiros da atenção básica, aconteceu na quinta-feira (9) e nesta sexta-feira (10) no auditório do Hospital Plantadores de Cana (HPC).
O evento contou com a presença da coordenadora do Programa de Assistência aos Assentados e Quilombolas (PAAQ), Esthefany Francisco; do representante do Programa de Vigilância Saúde da População LGBTQIAPN+, Leandro Bitencourt, além da subsecretária da Atenção Primária, Ana Carolina Xavier; da coordenadora do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (PAISMCA), Cristina Queiroz; das ginecologistas/obstetras Consuelo Chicralla Martins, Rosimeri de Sá Barreto e Kathelyn Cordeiro, apoiadoras técnicas da APS, e Ana Beatriz Mayerhofer, diretora das Linhas de Cuidado da APS.
“O novo fluxograma visa identificar questões clínicas e sociais que afetam a gestação, classificando os riscos em habitual, médio e alto. Antes desse momento, o pré-natal no município estava organizado em duas estratificações: o risco habitual e o alto risco. O objetivo é organizar os fluxos assistenciais, qualificar o acompanhamento pré-natal e fortalecer a coordenação do cuidado em toda a rede de atenção. Damos esse primeiro passo visando, também, já estruturar as equipes multidisciplinares (eMulti), conforme recomendação do Ministério da Saúde. O projeto para nosso município com as eMultis começa com o pré-natal, mas pretende ampliar para outras linhas de cuidado, como saúde do idoso, mental e crianças com transtornos de desenvolvimento. A participação de representantes do PAAQ e do ambulatório LGBTQIAPN+ foi importante para garantir um olhar racializado e contextualizado no pré-natal, abordando direitos sexuais e reprodutivos e evitando violência”, destacou a subsecretária da APS, Ana Carolina Xavier.
Para a coordenadora PAISMCA, Cristina Queiroz, o novo fluxograma da assistência ao pré-natal é uma conquista para a saúde da gestante. “O objetivo é fortalecer a coordenação do cuidado na rede de atenção, visando a redução de mortes maternas e neonatais. Dessa forma, as gestantes não precisarão passar por peregrinações em busca de atendimento, independentemente do nível de risco, com o HPC sendo sempre a referência para emergências”, explicou.
Ana Beatriz Mayerhofer, diretora das Linhas de Cuidado da APS, apontou que a articulação da APS com equipes multidisciplinares e de alto risco visa garantir uma melhoria na assistência às usuárias nos territórios. Essa colaboração permite um cuidado mais integral e eficaz, atendendo às necessidades específicas de cada mulher e promovendo sua saúde de forma mais abrangente.
“Entendemos que a assistência pré-natal vai além do cuidado assistencial científico, pois os determinantes de saúde e sociais têm um impacto significativo na qualidade do atendimento. Na estratificação do pré-natal, todas as dimensões das usuárias serão consideradas e assistidas, assegurando um cuidado integral e personalizado”, finalizou.


