Artemis II enfrenta blackout na reentrada e tripulação retorna segura

Expresso Rio
4 min de leitura
Imagem: Reprodução

A missão Artemis II enfrentou um momento crítico durante seu retorno à Terra ao registrar um blackout de aproximadamente seis minutos na reentrada da cápsula. Apesar da interrupção temporária na comunicação com o centro de controle, o contato foi restabelecido e a tripulação retornou em segurança, segundo informações divulgadas pela NASA.

O episódio ocorreu na fase mais delicada da missão, quando a cápsula Integrity atravessava a atmosfera terrestre em alta velocidade. Mesmo sendo um fenômeno previsto, o período sem comunicação concentra grande tensão, já que impede o monitoramento em tempo real das condições da nave.

Blackout marca momento mais crítico da reentrada

Durante a descida, a cápsula atingiu velocidades superiores a 38 mil km/h ao entrar nas camadas mais densas da atmosfera. Nesse estágio, o calor extremo gerado pela fricção forma uma camada de plasma ao redor da nave, bloqueando temporariamente os sinais de comunicação.

De acordo com a NASA, esse fenômeno, conhecido como blackout, já é esperado em missões espaciais, mas continua sendo um dos momentos mais sensíveis da operação. O contato foi restabelecido após cerca de seis minutos, quando a voz do comandante Reid Wiseman voltou a ser captada, confirmando que a cápsula havia superado a fase mais crítica.

Pouco depois, os paraquedas principais foram acionados com sucesso, reduzindo a velocidade da nave até a amerissagem no Oceano Pacífico, conforme o planejado.

Tripulação retorna após missão histórica ao redor da Lua

A equipe da Artemis II foi composta pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. Após o pouso no mar, todos foram resgatados e encaminhados ao navio de apoio.

Segundo a agência espacial, os quatro tripulantes passam bem após a missão, que teve duração de nove dias. Antes da reentrada, a nave Orion realizou a separação do módulo de serviço, responsável por energia e propulsão durante a viagem.

A Artemis II levou humanos a cerca de 400 mil quilômetros da Terra, consolidando-se como uma das iniciativas mais ambiciosas da exploração espacial recente.

Escudo térmico e ajustes foram decisivos para o sucesso

Um dos principais pontos de atenção da missão envolvia o desempenho do escudo térmico da cápsula. Conforme histórico da missão Artemis I, realizada em 2022, houve registros de desgaste acima do esperado, o que levou a ajustes técnicos.

Para reduzir riscos, a NASA modificou a trajetória de reentrada, diminuindo a carga térmica sobre a nave. Ainda não há divulgação completa dos dados técnicos, mas o retorno seguro indica que as mudanças funcionaram conforme o planejado.

Outro fator considerado essencial foi o ângulo de entrada na atmosfera. De acordo com a agência, a cápsula seguiu a trajetória ideal, evitando tanto o superaquecimento quanto o risco de retornar ao espaço.

A missão representa um avanço importante no programa Artemis, que tem como objetivo retomar a presença humana na Lua após décadas desde o programa Apollo. Com o sucesso da Artemis II, novas etapas seguem em desenvolvimento, incluindo futuras missões tripuladas que devem ampliar a exploração lunar nos próximos anos.

Partilhar este artigo
Sem comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *