A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a proibição do autoinjetor de adrenalina Epipen, que vinha sendo importado e comercializado pela rede Farmácia Pague Menos. A medida inclui restrições ao armazenamento, venda, distribuição, propaganda e transporte do produto em todo o território nacional.
De acordo com a agência reguladora, a decisão foi tomada após a identificação de oferta do medicamento sem o devido registro sanitário no Brasil. Em comunicado, o órgão alertou que a comercialização de produtos clandestinos representa risco à saúde pública. A agência destacou que medicamentos sem registro não possuem garantia de composição, origem, eficácia e segurança.
Fiscalização e irregularidades
A determinação faz parte de ações de fiscalização voltadas ao controle sanitário de medicamentos no país. O autoinjetor Epipen é utilizado em situações de emergência para tratar reações alérgicas graves, o que amplia a preocupação das autoridades em relação à sua procedência e regularização.
A ausência de registro impede que o produto seja avaliado quanto aos padrões exigidos pelas normas brasileiras, o que motivou a adoção das medidas cautelares pela agência.
Outros produtos na mira
Além do autoinjetor, a Anvisa também determinou a apreensão de outros medicamentos considerados irregulares. Entre eles está o fitoterápico Extrato de Valeriana – Foglie Di Tè, fabricado pela empresa Aldeia Produtos Naturais, que não possui licença sanitária.
Também foram alvo da medida os medicamentos Lucielo 50 Eltrombopag Olamina 50 mg Comprimidos e Luciale 150 mg Cloridrato de Alectinibe Cápsulas. Os produtos, importados e distribuídos pela Oncomed Distribuidora de Medicamentos e Importação Ltda, não têm registro na agência reguladora.
As determinações reforçam o alerta das autoridades sanitárias sobre a importância de adquirir medicamentos regularizados, garantindo maior segurança para os consumidores.


