A ameaça de Donald Trump no Estreito de Ormuz intensificou o cenário de tensão internacional nesta segunda-feira (13). Segundo informações divulgadas pelo próprio presidente, qualquer embarcação iraniana que se aproxime do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos será “destruída imediatamente”.
A declaração ocorreu após o início do bloqueio aos portos iranianos, implementado após o fracasso de negociações diplomáticas realizadas no Paquistão. De acordo com apuração internacional, a medida passou a valer às 14h (GMT) e inclui restrições a navios de diferentes nacionalidades que operam na região.
Segundo comunicado do comando militar americano no Oriente Médio, o bloqueio será rigorosamente aplicado a qualquer embarcação com ligação ao Irã. Ainda assim, navios sem relação com o país poderão circular pelo estreito, embora sob monitoramento.
Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana classificou a ação como uma violação grave e afirmou que qualquer presença militar próxima poderá gerar reação “dura e decisiva”. Já o governo iraniano, conforme nota oficial, considerou o bloqueio “ilegal” e comparou a medida a um ato de “pirataria internacional”.
O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que o país reagirá caso seja atacado. Até o momento, ainda não há confirmação oficial de confronto direto, mas as tensões seguem em escalada.
A ameaça de Trump no Estreito de Ormuz já provoca efeitos imediatos na economia global. O preço do petróleo ultrapassou a marca de US$ 103 por barril, registrando alta de aproximadamente 7%, enquanto bolsas internacionais operam em queda.
O estreito é considerado uma das rotas mais estratégicas do mundo, responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo. A interrupção parcial do tráfego marítimo aumenta a preocupação com abastecimento e estabilidade energética.
Diante da escalada, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, declarou que seu país não apoia o bloqueio e não pretende se envolver diretamente no conflito.
França e Reino Unido discutem, segundo fontes diplomáticas, a criação de uma missão internacional com foco na retomada da liberdade de navegação. Ainda assim, não há consenso global sobre a condução da crise.
De acordo com informações oficiais, o bloqueio foi motivado pelo impasse nas negociações entre Washington e Teerã, especialmente em relação ao programa nuclear iraniano — acusação que é negada pelo governo do Irã.
As investigações diplomáticas e negociações seguem em andamento, e especialistas alertam para o risco de agravamento do conflito, com possíveis impactos geopolíticos e econômicos de larga escala.


