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Eleições 2026

56% das propostas de saúde dos presidenciáveis já existem no SUS, aponta estudo

Expresso Rio
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Mais da metade das propostas para a saúde apresentadas pelos principais candidatos à Presidência da República já corresponde a políticas ou programas existentes no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo levantamento divulgado na quarta-feira (30) pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), em parceria com a Umane, 56% das 95 propostas analisadas já existem no sistema público de saúde.

O estudo avaliou os programas de saúde dos seis candidatos à Presidência que registram 2% ou mais de intenção de voto. Além de verificar se as medidas já existem no SUS, a análise examinou aspectos relacionados à formulação das propostas, necessidade de recursos, mudanças na legislação e articulação entre os diferentes níveis de governo.

Outro ponto destacado pelo levantamento é o custo das medidas apresentadas. De acordo com o IEPS, 95% das propostas analisadas exigiriam recursos adicionais para serem executadas. O estudo afirma ainda que, na maior parte desses casos, os planos não indicam a fonte de financiamento necessária para colocar as iniciativas em prática.

Julia Pereira, gerente de relações institucionais do IEPS, afirmou que o orçamento destinado à saúde já enfrenta limitações e que propostas que exigem novas despesas podem tornar o cenário mais complexo. Segundo ela, há ainda candidaturas que defendem mudanças no piso da saúde ou abordam cortes de recursos destinados ao setor.

A análise também identificou outros obstáculos para a implementação das medidas. Conforme o estudo, 83% das propostas dependem de articulação com estados e municípios, enquanto 47% não detalham como seriam executadas. Isso ocorre porque parte relevante das ações do SUS depende da coordenação entre União, governos estaduais e administrações municipais.

Ao apontar que 56% das propostas já correspondem a políticas ou programas existentes, o levantamento do IEPS e da Umane coloca em discussão não apenas a criação de novas medidas para a saúde, mas também como os candidatos pretendem financiar, executar ou modificar iniciativas que já fazem parte da estrutura do SUS.